Conheça François Alliot, diretor criativo da Nerial

Como a Nerial fundou seu próprio reino no cenário independente
Esquerda ou direita, punição ou perdão: a Nerial criou um nicho interessante no cenário independente com Reigns. Essa combinação única entre uma narrativa interativa e os deslizes para os lados como no Tinder conquistou um público enorme de aspirantes a governantes. O sucesso do jogo também rendeu colaborações com franquias amadas como Game of Thrones, Three Kingdoms e, mais recentemente, The Witcher.
Conversamos com François Alliot, diretor criativo e cofundador da Nerial, para saber mais sobre o início do estúdio, a inspiração por trás da série principal Reigns e o processo de desenvolvimento de Reigns: The Witcher.
Tome as rédeas no Reigns
Reigns
DevolverDigital
148 mil avaliações
Classificação do conteúdo
USK: a partir de 6 anos
1 mi+
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USK: a partir de 6 anos
Violência Abstrata
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Imagem da captura de tela
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Google Play: como você começou a desenvolver jogos?
Comecei em 2013, quando me mudei para Londres com minha esposa, Tamara, depois de trabalhar como consultor em Paris por algum tempo. Meu primeiro jogo foi um pequeno projeto chamado Singular, que me ajudou a entender como definir o escopo de um jogo independente e a conhecer a cena indie de Londres. Foi lá que conheci Arnaud De Bock, com quem criei o Magic Shot em 2015 e o Reigns em 2016.
Como a Nerial surgiu e como ela chegou à Devolver Digital?
Nerial era meu apelido na internet, então pareceu lógico manter o nome ao criarmos o estúdio com base nele. Depois do Reigns, ficamos próximos da Devolver e decidimos nos juntar a ela quando a empresa estava procurando adquirir estúdios.
Reigns: Her Majesty
DevolverDigital
30,1 mil avaliações
Classificação do conteúdo
USK: a partir de 12 anos
500 mil+
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Classificação do conteúdo
USK: a partir de 12 anos
Violência Abstrata
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Podemos dizer que o Reigns de 2016 foi o primeiro grande sucesso da Nerial? Quais mudanças no desenvolvimento você percebeu ao trabalhar em projetos antes e depois desse sucesso?
Sim, com certeza. Ainda é nosso maior sucesso. Foi uma surpresa para nós. Vimos que o jogo estava funcionando muito bem, mas não esperávamos alcançar milhões de pessoas.
Acredito que o ambiente de 2016, quando lançamos o Reigns, é muito diferente do atual, principalmente no mercado de dispositivos móveis. Naquela época, ainda havia um mercado premium forte, sem serviços de assinatura, e a forma de conquistar jogadores e comercializar jogos era muito diferente.
Reigns: Game of Thrones
DevolverDigital
20,7 mil avaliações
Classificação do conteúdo
USK: a partir de 6 anos
100 mil+
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Classificação do conteúdo
USK: a partir de 6 anos
Violência Abstrata
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Você tem algum projeto favorito fora da série Reigns?
Adoro todos eles. Todos têm algo especial, mesmo os que não encontraram um público tão grande quanto Reigns. Gostei muito de trabalhar no Card Shark, nosso simulador de trapaças em cartas ambientado na França do século XVIII. História e literatura foram meu primeiro amor e principal tema de estudo, então o processo de desenvolvimento do Card Shark foi uma ótima maneira de me reconectar com minhas paixões iniciais.
Qual foi a inspiração inicial por trás do Reigns e, naquela época, você imaginava que ele se tornaria a série amada que é hoje?
Acho que a conversa original sobre Reigns aconteceu entre Arnaud De Bock e eu no pub Anchor em Londres em 2015. Arnaud estava no Tinder na época e achou que o gesto de deslizar poderia ser uma ótima mecânica de jogo. Tivemos a ideia de um rei deslizando o dedo para a esquerda e para a direita para responder aos conselheiros, daí surgiu o conceito de uma mistura de Tinder e Game of Thrones.
Reigns: Game of Thrones
DevolverDigital
20,7 mil avaliações
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USK: a partir de 6 anos
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USK: a partir de 6 anos
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O que inspirou os outros títulos da série Reigns?
Acidentes, reuniões e admiração pelo trabalho de outras pessoas. Para o Her Majesty, queríamos uma versão com a rainha e começamos a conversar com uma amiga, Leigh Alexander. No caso de Game of Thrones, éramos grandes fãs, quando entramos em contato com os produtores, descobrimos que eles já jogavam Reigns e aceitaram na hora!
Por que você decidiu usar Geralt como personagem principal em Reigns: The Witcher em vez de focar na rica política do universo da franquia?
Tudo se resumiu à interessante posição de Geralt no contexto sociopolítico do universo de The Witcher. Ele é um pária, mas todo mundo precisa das habilidades dele. Ele é um ser mágico, mas não um mago. Ele é humano, ou pelo menos já foi, mas não é mais totalmente aceito entre os humanos. Por outro lado, ele tem afinidades com os não-humanos, mas também não se sente totalmente à vontade nesse meio.
Com toda essa dualidade em mente, fazia sentido manter o jogo centrado em Geralt e usá-lo como um condutor para trazer a política e os relacionamentos complexos da série. Na pele de Geralt, o equilíbrio característico da dinâmica tradicional do Reigns se torna uma luta para manter sua posição precária no mundo.